O que mais ressoa em Shelter (2024), de Simryn Gill (Richard Saltoun Gallery), é justamente aquilo que você não consegue ver completamente: paredes cobertas de papel vegetal, sobre as quais se encontram fricções em carvão daquilo que não pode jamaisser contido, do que resiste à transferência.
Catherine de Zegher monta esses decalques, desloca essas não representações frágeis para dentro da galeria. Trata-se de uma colaboração: Gill, a artista, percorre a camada incipiente do irrepresentável do mundo, de sua ecologia frágil. De Zegher, a curadora, ativa os seus interstícios para um breve momento de representação. O que emerge: o entre indizível.
Coreografar a crise — gestos entre arte e ecologia, de Marina Guzzo, é um gesto curatorial desse tipo — ao mesmo tempo artístico e dotado de um toque delicado capaz de captar a incipiência daquilo que não pode propriamente ser representado. Porque os gestos não podem ser representados: são movimentos.
Movimentos menores são desvios da linha. Eles captam seu tremor e o intensificam. Não são nem pequenos nem gentis. Seu modo de existir não é o de uma postura moral.
Quando um gesto “minora”, quando se move no ritmo do menor, ele inclina a existência, perturbando o caminho reto e es