Às biografias best-sellers das mais célebres personagens do Império do Brasil, d. Pedro I, d. Pedro II e d. Leopoldina, junta-se agora a de d. Amélia de Leuchtenberg, a segunda imperatriz brasileira, que apesar da influência que exerceu, ainda é pouco conhecida pelos brasileiros. Vinda de Munique, na Baviera, da família de Napoleão Bonaparte, Amélia foi “a ovelha que não temeu o lobo”, aceitando se casar com d. Pedro I, apesar de sua fama. Veio, com apenas dezessete anos, para um continente completamente desconhecido para ocupar um dos cargos mais importantes de uma nação. Mas quis o destino que ela só permanecesse no Brasil por um ano e meio. Depois da Abdicação, d. Amélia voltou à Europa acompanhando d. Pedro e sua enteada, d. Maria II, no exílio e na guerra para retomar o trono de Portugal. Ali, após a morte do marido, ela se manteve fiel à memória de d. Pedro e a seus legados políticos e se empenhou no papel de segunda mãe dos filhos do primeiro imperador do Brasil, mesmo que à distância.