Neste livro procuro (vaidade das vaidades!) dar mais um pouco de duração à vida efêmera dos trechos da minha ironia e da minha piedade, atirados dia a dia à agitação do trabalho do jornalismo. Quanta tristeza e quanta esperança, quanto sonho vago, quanta palavra alegre ou magoada, quanta ironia mal contida e quanta piedade sincera deixei por aí, na contínua contradição da vida, neste labor diário que se desfaz e desaparece mais facilmente do que as pegadas de um caminhante sobre a neve! Só Deus sabe, porém, se tudo isso se perdeu. Talvez ainda hoje possa alguém encontrar um pouco de consolo ou de saudade nestas linhas, em que ardeu e sorriu, palpitou e sofreu a minha fantasia… Quase todas estas páginas foram publicadas na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro. Dedico-as hoje, em volume, à memória de Ferreira de Araújo, meu mestre e meu amigo. Escrevendo este nome, revivo muitos anos da minha mocidade. Este nome e estas velhas laudas vêm lembrar-me o tempo em que, desconhecido e feliz, com o cérebro e o coração cheios de esperanças e de versos, eu parava muitas vezes, naquela feia esquina da travessa do Ouvidor, e quedava a namorar, com olhos gulosos, as duas portas estreitas da velha Gazeta, que, para a minha ambição literária, er
Código de Barras - 9786555682106
Peso - 0.400 Kg
Número de Páginas - 288
Ano de edição - 2025
Autor - Bilac, Olavo
Editora - Tordesilhas
Assunto - Literatura Nacional
Formato - Encadernado
Origem - Nacional
Idioma - Português
Edição - 1
Dimensões - 16 X 23