"Sou órfã há mais anos do que fui filha. Meu luto tirando carteira de motorista, votando e comprando bebida", conta Lilá, narradora deste romance. Entre os silêncios da funerária onde trabalha maquiando mortos e da casa agora vazia, ela atravessa osdias às voltas com o peso da família e a ausência da mãe. Narrado por uma voz única, de humor afiado, Cor de defunto faz do cotidiano um espaço de invenção. Aqui, vida e morte se iluminam em aproximações inesperadas, entre o riso e o espanto, no compasso de quem segue adiante. "Uma voz original, ágil e de honestidade desconcertante nos conta a vida de uma mulher e os desamparos do seu mundo. Relembra o passado recente, refaz seus passos, ri de tudo que é possível. E, de vez em quando, nos deixa de joelhos diante de tanta dor - para nos fazer rir de novo no parágrafo seguinte. Ela trabalha em uma funerária, discreta e sóbria. Observa com profundidade todas as nuances da morte, enquanto mastiga balas de iogurte. Na sua voz há uma cadela de seis dedos, um luto profundo, cadáveres, uma cantora cega, maquiagem após a morte, um espírito chamado Sérgio, centopeias e a cor amarela derramada por tudo. Na sua estreia literária, Cami di Malta nos conta uma história brasileira, contemporânea e assu
Código de Barras - 9786559286690
Peso - 0.160 Kg
Número de Páginas - 112
Ano de edição - 2026
Autor - Malta, Cami Di
Editora - Autentica Contemporanea
Assunto - Literatura Nacional
Formato - Brochura
Origem - Nacional
Idioma - Português
Edição - 1
Dimensões - 14 X 21